quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sobre o que eu queria.

A minha vida perfeita seria assim:
Acordaria as 6:40 hs e o olharia dormir (fazendo aqueles barulhos estranhos que só alguém que dorme com outro alguém que tem bruxismo sabe do que eu estou falando), e pensaria "como é bom acordar ao lado dele".
Caminharia até a sala com meu mal-humor matinal, ligaria a tv para ouvir as notícias dos jornais da manhã como de costume (porque ler jornal de manhã é chato). Tomaria um banho, colocaria a roupa com a qual iria trabalhar aquele dia e sem demora começaria a arrumar a mesa do café: uma topalha clara presente da minha avó, pão, manteiga, suco, leite para ele, café espresso - da minha super máquina de café espresso que estaria sob o balcão de mámore clarinho - para mim.
7:40 hs hora de acordar o belo adormecido para mais um dia. Beijos, mais um café, beijo de despedida "até o fim do dia meu amor". E lá iríamos os dois trabalhar. Trabalho, trabalho, trabalho, muito trabalho. Uma pausa para um espresso emais trabalho. Enfim chegaria a merecida hora do almoço.
Como nunca almoçaríamos juntos, uma mensagem pelo celular iria nos aproximar um pouquinho mais - "bom almoço meu amor" - essa seria a sobremesa para uma valoroza digestão.
Voltaria ao trabalho, tomaria mais um espresso e trabalharia muito, mais um pouco.
6 e pouco da tarde. A volta é sempre muito melhor do que a ida. Naquele dia não o encontraria no portão.
Entraria em casa, daria de cara com a parede decorada com inúmeras fotos nossas e de todos aqueles que fariam algum sentido em nossas vidas. Ligaria a tv que ele escolhera com todos os detalhes tecnológicos que eu teria muitas dificuldades para entender e ouviria as notícias do dia que se foi, ligaria para meus pais, para os dele, arrumaria a bagunça deixada de manhã, colocaria as roupas sujas em seu amontoado e começaria a cozinhar qualquer coisa para o jantar.
Ouviria o barulho da chave na porta e o receberia com um abraço de uma vida inteira. Ficaríamos por ali, conversaríamos sobre o dia que se fora, comeríamos qualquer coisa, tomaríamos um espresso da minha mega super máquina de café espresso.
Iríamos tomar um banho. Juntos. Faríamos um amor bom. E saíria primeiro como sempre faço.
Começaria a por a mesa do jantar , serviríamos o jantar, conversaríamos sobre tudo mais um pouco. Pagaríamos as contas pela internet porque andar com dinheiro na rua não seria uma idéia, leríamos a super interessante, riríamos das fotos das gurias peladas na playboy, fuçaríamos por aí em alguns sites da internet, verificaríamos nossos e-mails.
Enfim, deitaríamos em nossa cama mega king size, assistiríamos alguma coisa escrota que eu gostasse na tv. Faríamos mais um amor bom e enfim, dormiríamos o sono dos justos. Por que amanhã seria tudo a mesma coisa.
Eu não consigo pensar no meu futuro sem ser no plural...No plural de nós dois.

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