terça-feira, 22 de abril de 2008
Pensando.
Hoje eu acordei com essa música na cabeça. Sei lá...
(...)
Pois quando penso em você é quando não me sinto só
Com minhas letras e canções (...)
(...)
Pois quando penso em você é quando não me sinto só
Com minhas letras e canções (...)
Afinação.

" Afinei os meus ouvidos, pra escutar suas chamadas..."
Então, sabe o que é? Foi. Um olhar, um mísero olhar, daqueles que só os míopes como eu, conseguem fazer: Você fixa no objeto a ser olhado, focaliza, força os olhos para o foco ser melhor, enruga a testa, e fica lá, olhando, até conseguir enxergar direito o objeto em questão.
Mas sabe, eu SEMPRE olhei assim. Como é que agora, soa tão diferente? Como é que só agora o objeto em questão tornou-se muito maior do que o olhar?. Inexplicável.
Tentamos fazer com que nossa vida siga o roteiro que nós imaginamos na nossa cabeça: Em uma fria noite de inverno/outono (dane-se, o importante é a noite fria, adoooro frio!) de repente, você olha e fala: “Esse é o cara!”, mas o cara em questão tem que ser AQUELE que você tanto quis por toda a vida, o lugar TEM QUE SER aquele que você sempre imaginou nas suas fantasias mais românticas, o MODO como você reage tem que ser aquele mais natural possível e claro, o desfecho...Ah, o desfecho te que ser o DE FINAL DE NOVELA DAS OITO, com MÚSICA DO FREJAT ao fundo e o direito da frase “felizes para sempre” no roda pé... Qualquer coisa que passe um milímetro longe disso tudo que você sonhou, não serve, não é “coisa do destino”, “não tem aquela química né, não?”. Fala aí que não é?!! Duvido!
Às vezes tudo o que se sonhou era utópico sabe? Às vezes, tudo que se viveu não passou de... Passagem. E isso mesmo: p-a-s-s-a-g-e-m, meu caro. Às vezes o que a gente procurou estava logo ali, em nosso focinho e nunca percebemos.
O cheiro, o gosto, o toque, o olhar, o sorriso, o ombro, as palavras, as piadas, as músicas, as frases feitas, os pileques, as confidências, as lágrimas choradas pro outrem, hoje fazem um sentido diferente. Ou melhor, começam a fazer um sentido diferente. Amadurecem aos poucos. Tomam um colorido especial. Uma cor de descoberta, que mistura medo de perder algo ao qual sempre se deu muito valor por uma vontade quase infame de tentar algo que nunca esteve nos planos.
Às vezes o que a gente precisa é de tempo. Tempo para digerir as histórias mal resolvidas em nossas almas. Tempo para amadurecer idéias. Tempo para perceber sentimentos. Tempo para pensar neles. Tempo para defini-los. Tempo para vivê-los.
Às vezes perdemos tempo demais querendo o que não é pra gente. Perdemos tempo demais definindo o que é melhor pra gente quando na verdade deveríamos perder tempo é pensando na música que tocou, na palavra que se falou, no gosto que se experimentou, na sensação que se sentiu, no sentimento que por fim, se definiu...
Agora é tempo de por na balança, todos os prós e contras. Ser sensata. Ser madura. E perceber que deve-se simplesmente viver a vida e não o final triunfal de uma novela das oito. Que não se deve querer apenas uma frase, existem tantas. Que deve-se querer apenas aquilo que nos faz feliz. Se completa, se é encontro Kármico, se é coisa do destino, se é “o cara”, isso o tempo vai me dizer. Mas mesmo pensando em tudo isso, mesmo tecendo toda essa nova história, a música do FREJAT é algo que eu não dispenso. Meeesmo!
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Sentir.
"O tempo que temos, se estamos atentos, será sempre
exato"
Olha como é o destino. Resolvo eu, nessa tarde fria de feriado, ler alguns contos de Caio F. e aleatóreamente na primeira página que abro, encontro esse:
-Você gosta de estrelas?
-Gosto. Você também?
-Também. Você está olhando a lua?
-Quase cheia. Em Virgem.
-Amanhã faz conjunção com Júpiter.
-Com Saturno também.
-Isso é bom?
-Eu não sei. Deve ser.
-É sim. Bom encontrar você.
-Também acho.
(...)
-Você tem um cigarro?
-Estou tentando parar de fumar.
-Eu também. Mas queria uma coisa nas mãos agora.
-Você tem uma coisa nas mãos agora.
-Eu?
-Eu.
(...)
-Me beija.
-Te beijo.
(...)
Caio F. - O dia em que Júpter encontrou Saturno.
Caio F. - O dia em que Júpter encontrou Saturno.
Algumas coisas na vida, simplesmente não têm explicação. Só me resta sentir.
domingo, 20 de abril de 2008
Olhar.
Ter.
" Eu não quero ganhar, eu só quero chegar junto, sem
perder, um a um..."
O que você tem? Você já parou pra pensar nisso? Eu não posso dizer que tenho muita coisa não. Eu não tenho riquezas. Não tenho bens materiais. Não tenho dinheiro. Um dia, quem sabe...
Hoje, fazendo o balancete dos meus bens, posso contabilizar alguns itens: Tenho 1 sonho, 1 objetivo, 1 desejo, 10 livros, 1 estilo de vida, 1.000.000 de músicas, 3 autores, 10 poetas, 2 dores físicas, 1 dor na alma, 1 dor de amor, 1 cachaça, 1 mico inesquecível, 3 Santos, 1 anjo da guarda ...1 cheiro, 1 cabeça fora do lugar, 1 paixão nascendo, 1 paixão morrendo, 1 amor mal-resolvido, 1 coração de ouro (Com cicatrizes sobre cicatrizes e cicatrizes), 1 sede incontrolável pelo viver, 1 pressa, 1 dia, 1 hora, 1 lugar e uma vontade sem fim de ser para sempre feliz.
É só. Até hoje eu só conseguir adiquirir isso. Só os bens da alma. Não sei se isso é ruim ou bom, se isso me faz melhor ou pior, mas acho que quando a gente começa a vida aprendendo a adquirir esse tipo de coisa, se vai pelo lugar certo... Por que eu não vou levar as casas, os carros, o saldo da minha conta bancária. Eu vou levar a minha alma. E essa, tá rica pra cassete!!
sábado, 19 de abril de 2008
À caneta.
Durante algum tempo, concordei veementemente que o meu coração era escrito à lápis. Mas com o passar do tempo, percebi que não, que ele estava bem cheio é de frases azuis.
Frases escritas com força por uma caneta azul. E as frases de caneta, eu não posso apagar, como diria Nando Reis. Mas sabe, nem quero.
Cada uma forma o vocabulário que tenho hoje. Algumas frases foram escritas em cima de outras tal e qual alguém que tenta apagar uma tatuagem que não gostou com outra feita por cima. Outras foram tão bonitas que eu não deixo ninguém escrever por cima. Tem aquelas que foram escritas tantas vezes, que nem tem mais lugar. E tem outras que eu mesma escrevo. Só por garantia.
Hoje, eu estou escrevendo tudo à caneta. Pelo menos agora, o zelo que a caneta faz com que tenhamos ao escrever, se faz mais necessário do que nunca dentro de mim.
Pode ser só uma fase e eu volte algum dia a querer escrever à lápis novamente. Mas também pode ser uma transição.
E as mudanças, me amedrontam. Mais do que deveriam.
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