sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Sobre alguns porques.


"I´ve got the sunshine on a cloud day..."


A bebida entra, a verdade sai!. Essa máxima eu sempre levo e levarei como lema em minha humilde vidinha.
Não pelo fato de ter chapado no sábado passado. Não pelo fato de ter revivido os bons tempos de “tilangas” onde eu e minhas amigas vivíamos dando bafão por aí. Foi maravilhoso, pelo menos por algumas horas reviver aquele tempo tão bom que se foi, quando a gente zoava pela vida - hoje cada uma tem a sua: Uma está casada, outra está noiva, outra estava comemorando a sua formatura (que por sinal, tava óóótema!) - .
Mas esse tempo bom se foi para dar lugar à outros melhores ainda. Não temos mais o mesmo entusiasmo inocente e infantil de quando tínhamos quinze anos. Hoje somos gente grande, temos responsabilidades, projetos, objetivos. Isso assusta, mas ao mesmo tempo encanta.
Apesar de tantas mudanças, o que se mostra sempre presente é a amizade verdadeira que construímos. Pois mesmo um tanto quanto distantes, quando nos encontramos, a sensação que tenho é a mesma que tinha quando estávamos na escola e nos víamos todo santo dia. Não importa o quanto uma fale com a outra, ligue, escreva. Somos amigas para sempre. E isso é o que realmente importa!
Mas o título do post não faz jus à abertura desse pequeno parêntese gigante. Faz jus a uma atitude que tive além de pisar em pedras numa calçada esburacada e não sentir, esgoelar um: SOLTA O SOM DJ pra todo mundo ouvir quando a festa acabou, a banda parou de tocar, e o DJ em questão nem existir, querer ir comer pastel na feira às 4:30 da manhã, nãosentir o menor frio em uma madruga congelante, em insistir que não estava muito bêbada, mas sim, só um pouquinho. Eu disse: Eu te amo.
E sempre tão difícil a gente falar isso néam? Pelo menos para mim, sempre foi.
Mas aí a bebida entrou e o eu te amo saiu. E essa é a minha verdade agora. Amo. De verdade, com toda a pureza e carinho que alguém pode amar outrem. E um amor diferente do qual eu sentia. Eu não consigo expressar essa diferença. Antes eu amava o meu melhor amigo, hoje eu amo além do meu melhor amigo, o homem.
Ele não é o que podemos chamar de príncipe encantado, sabe? Ele não tem uma beleza européia digna dos príncipes que são descritos nos contos de fada. Eu também tenho certeza absoluta que ele não mataria um dragão com uma espada para me livrar do feitiço da bruxa malvada, muito menos chegaria num cavalo branco.
Muito pelo contrário! Ele me irrita. Ele me faz cócegas a cada segundo. Ele não me deixa quieta e concentrada para ver um mísero filme. Ele me lambe. Faz túiiiimm no meu ouvido. Me belisca. Me morde. Me zoa.
Ele arrota, peida e ronca, não necessariamente nessa ordem! Ele ocupa o sofá inteiro. Ele é folgado!!
Mas ele tem uns olhinhos puxados que me entorpecem a cada olhar. Um jeito de falar que me acalma a cada palavra. Transmite uma confiança que me dá medo a todo o momento. Proporciona momentos tão ternos, tão calmos, tão lindos, que eu queria muito que os meus olhos tivessem câmeras acopladas para captar cada detalhe e depois poder ver tudo em slow- motion e tela plana.
Ele é meu antídoto contra todas as coisas irritantes que acontecem na minha vida. É a primeira lembrança matinal, depois claro, de eu acordar e começar a lembrar o que eu estou fazendo, andando pela rua – ah, indo pro trabalho!!! - É o pensamento constante ao longo do dia, em meio a vários processos, conteineres, faturas comerciais, packing lists. É a idéia fixa da noite, quando tá chegando a hora de eu encontrá-lo para dizer um "oi".
Eu não sei o que me fez olhar para ele de um jeito diferente naquela noite fria de sábado. Eu acho que finalmente bateu um sininho sabe?. Acendeu aquela lâmpada em cima da cabeça, e o sentimento simplesmente floresceu. Eu acho que alguém lá em cima ficou com pena de nós dois, pobres capachos do amor e dos sentimentos ternos e puros cansados de sofrer por quem nunca nos amou de verdade e resolveu nos dar um toque: - Sua idiota deliquente, vocês podem dar certo de uma forma diferente!! Acho que enfim quiseram que percebessêmos que tínhamos o total e universal direito de amar. E sermos ampla e verdadeiramente amados também.
Com esse japa loco eu ganhei o melhor presente que eu poderia ter ganho em todo esse mundo. O sentimento recíproco. A verdade no olhar. Que estamos juntos num objetivo comum: Fazermos muito felizes um ao outro.
Mas voltando ao assunto, eu precisei sim de muita cerveja para falar o que já estava no meu coração à tempos. Não por não acreditar no sentimento ou então naquele que é dono dele, mas acho que foi mesmo pela força do hábito, afinal não é fácil acostumar a amar e ser amada tão puramente assim...
Mas o importante é que agora eu expresso com todas as letras, todos os dias, de todas as formas. Eu aaaaamo esse guri.
Eu amo porque ele é, foi e sempre vai ser o meu MELHOR amigo. Porque ele é um palhaço. Porque ele contas as piores piadas. Porque ele foi o único cara até hoje que me fez colocar "namorando" no orkut, por mais assutador que isso possa parecer. Porque ele me esquenta. Porque ele é lindo quando dorme. Porque ele me deixa tranqüila. Porque ele sabe de música. Porque ele escolhe sempre as melhores músicas. Porque ele me faz fazer besteiras. Porque a gente dança mal mas dança junto. Porque ele aceita as minhas manias e defeitos. Porque ele insiste em me dizer que eu não estou gorda. Porque ele não gosta de chocolate e sempre sobra mais para mim. Porque ele sabe escolher um bom filme. Porque ele sabe me beijar nas costas. Porque ele me arrepia. Porque os domingos agora são os melhores. Porque ele não tem frescura. Porque ele é gostoso e tem coxão!! Porque fazer amor com ele é sempre maravilhoso. Porque ele comprova que a "pequena" fama que nossos amigos nipônicos possuem é pura mentira, intriga da oposição. Porque ele é essencial. Porque ele me faz pensar em coisas que eu nunca pensaria. Porque ele me acompanha na cerveja e na aguinha. Porque ele é inteligente. Porque com ele sempre prevalece o meu melhor lado. Porque ele me basta. Porque quem ficar rico primeiro vai sustentar o outro, uhauhau. Porque ele adora a minha pipoca. Porque o cabelo dele é irritantemente liso. Porque por ele eu sempre escolho o melhor. Porque ele me manda beijo de bom dia, e o dia é sempre bom quando isso acontece. Porque ele tem paciência comigo. Porque ele me ouve. Porque ele lê os meus textos quilométricos. Porque ele é lindo. Porque ele fica mais lindo ainda com roupa social. Porque ele usa all-star. Porque ele quis namorar comigo mesmo sabendo que eu sou chata, irritante, sarcástica, rabugenta e alcóolatra. Porque eu amo ele um tantão assim óóóóóóó. Porque ele diz que me ama me olhando nos olhos, e eu não tenho a menor dúvida disso!!!
Porque ele nem de longe é o cara perfeito pro mundo. Mas bem de perto é o cara perfeito para mim!!

terça-feira, 22 de julho de 2008

2

"por perto..."

O tempo passa tão depressa quando a gente se diverte. Quando a gente se sente feliz. Quando a gente faz planos bons. Quando o que se quer é simplesmente estar junto.
O tempo passa tão depressa quando a gente olha nos olhos. Escova os dentes com a língua (!). Fala bobagem. Faz bobagem. Canta errado e desafinado. Dança errado e desengonçado. Discute sobre a vida. Anda de mãos dadas. Olha as estrelas. Sente o calor do abraço.
O tempo passa tão depressa quando o que a gente queria mesmo é que ele simplesmente não passasse...

Tédio

" tédio. tédio. tédio. E mais um pouco de tédio."

Ai... Minha vida tá um marasmo sem fim. Será que depois de toda essa paradeira vai vir algo extremamente devastador?
Tomara!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Histórias de pré-feriados.


"tanta coisa nos espera, me espera na janela..."


Naquele fim de semana que precedia uma semana pela metade, pois teríamos um feriado, resolvi pensar. Óóó, grande coisa - vocês devem estar se perguntando nesse momento. -
Naquele fim de semana resolvi ler todos os textos, pensamentos, frases e bilhetinhos criados na agenda e no outlook pra lembrar que uma decisão precisava urgentemente ser tomada. Que não dava mais para ficar criando suposições baratas dentro da cabeça, que a “espera pra ver” tinha que finalmente acabar.
Pensei durante todo um fim de semana. E mais três dias. Nesse tempo, um filme passou pela minha cabeça. O filme mental começou justamente em um pré-feriado qualquer em 2004, onde tive que levar dez livros pra minha casa, para fazer trabalhos e estudar para as provas... Imagine uma pessoa desastrada como eu carregando: Bolsa, cadernos, pasta de xerox e mais dez livros. Agora imagine essa mesma pessoa com pressa porque saiu suuuper atrasada da aula e estava atrasando o ônibus em que ela ia à faculdade. E imagine ainda o ônibus lotado, sem NENHUM lugar para sentar, carregando tudo isso. Nessa hora só me veio uma frase singela à cabeça e a boca: PUTAQUEPARIL, VAI TOMAR NO CÚ ONIBUS LOTADO DO INFERNO!
Mas eis que o destino nos prega peças. Tinha sim um lugar. Ao lado de um menino quieto, todo vestido de preto com apenas um caderno, uma caneta e uma lapiseira nas mãos. “Posso me sentar aqui”, foi a primeira coisa que eu disse a ele. “Claro!” foi a primeira coisa que ele me respondeu. E depois de comparar o meu tanto de material pra estudo e o dele, “Nossa, como homens são práticos!” foi a segunda coisa que eu disse. Depois disso eu não me lembro mais do diálogo. Mas a partir daí, ficamos amigos e íamos todos os dias para “facul” conversando no “busão”. Todos os assuntos, todos os temas, tudo era amplamente discutido e debatido. Descobrimos afinidades e alguns aspectos, muitas diferenças em outros, mas algo era mutuamente compartilhado: O grande carinho que um despertou no outro.
Para mim sempre foi muito legal tem um melhor amigo. Eu não precisava disfarçar ser uma coisa que não era. Não precisava ser educada e fina. Não precisava maneirar nos palavrões, nas atitudes transloucadas, nas bobeiras ditas, nos comentários sarcásticos. Ele nunca ia falar nada que desaprovasse tais atitudes. Ele me apresentava coisas novas, me fazia enxergar alguns fatos sob uma ótica que nunca veria, me induzia a ser mais comedida. Eu era simplesmente eu. Ele era simplesmente ele. E éramos felizes por compartilhar esse eu-nosso.
E essa amizade durou muitos anos. Pura e simples. Conversávamos muito no portão da minha casa, comendo os bolos que a minha mãe fazia (mãe essa que gosta mais dele do que de mim, diga-se de passagem, rsrsrs). Contávamos histórias, pedíamos opiniões, dávamos muita risada, tínhamos o apoio um do outro. Ombros, mãos e coração sempre eram doados um ao outro quando necessário. Tudo muito simples. Como uma amizade boa de verdade tem que ser.
E assim durou e durou. Até um dia em que eu o olhei de uma forma diferente. Não sei explicar como isso se deu. Só sei que olhei e tava diferente. Aí, fui buscar dentro das minhas emoções o que é que tava acontecendo e logo cheguei à conclusão de que estava me confundindo. Mas aquilo não saiu da minha cabeça e eu sempre deixava para depois: Depois eu pensava, depois eu perguntava, depois eu sentia.
Aí chegou um dia em que não deu mais para esperar. Recebi uma msg avisando que iríamos à aula de dança. – Vai ser hoje -, eu pensei. Tudo foi milimetricamente pensado e planejado. Faria a proposta de bebermos, como sempre fazíamos, conversaríamos, nos divertiríamos muito como sempre costumávamos fazer, mas se naquela noite nenhum sinal, nenhum gesto, nenhuma palavra de reciprocidade fosse mencionada, seria a prova de que tudo o que eu estava pensando por aquelas semanas era puro engano.
E assim foi. Fomos à aula. Bebemos. Conversamos. Nos divertimos muito. E na hora de ir embora, um abraço. Um abraço totalmente diferente de todos os abraços já oferecidos um ao outro. Aquele abraço foi o sinal derradeiro que eu precisava para à partir daquele momento sem planos ou metas, sentir aquilo que até então estava na cabeça. Simplesmente transferir o sentimento de lugar.
E depois de algumas palavras o beijo aconteceu. O beijo mais doce de toda uma vida.
E então os dias foram passando. O sentimento se transformando. A diversão que é ter em alguém com quem se passa momentos tão ternos o seu melhor amigo, foi a cada dia aumentando. As descobertas de facetas um do outro que até então eram só comentadas ou imaginadas, foram fazendo-se presentes...
Tudo conspirou para que vivêssemos juntos o que sempre procuramos separados. Hoje os medos são outros mas sabe? Insignificantes. Por que hoje pelo menos as minhas certezas, são maiores ainda!

terça-feira, 15 de julho de 2008

Eu:

" Paciência confirma os fatos que o coração descobriu..."


Fuçando nuns arquivos perdidos do meu pc, encontrei um Meme que sinceramente não lembro de onde copiei (dono, malzaê!).
Mas vou postar assim mesmo, pq hoje eu to com insônia e não tô inspirada...

Vejamos:

Eu quero: Trabalhar pouco e ganhar muito, rá!

Eu tenho: Muito sono e sempre um comentário sarcástico a fazer. Sempre.

Eu gostaria de ter: Mais juízo.

Eu gostaria de não ter: Tanta impulsividade

Eu acho: De vez em quando umas moedas na rua.

Eu odeio: Conversar quando acordo.

Eu sinto saudades: Da escola.

Eu faço: Coisas idiotas. Sempre.

Eu fiz e não faria de novo: Rá! Perguntar pra uma guria que nao via há tempos se ela estava grávida...

Eu fazia e deixei de fazer: eu não tomava leite, serve?

Eu escuto: Nando Reis, Frejat, Cazuza, Lobão...

Eu cheiro: Tudo. Lícito, rá!

Eu imploro: Para falarem e escreverem certo. Custa?

Eu pergunto-me: Será?

Eu arrependo-me: De não ter feito uma coisa. Antes.

Eu amo: Escrever

Eu sinto dor: No punho.

Eu sinto falta: Não sei de que. Mas sinto.

Eu sempre: Me fodo e choro.

Eu não fico: Sem dormir

Eu acredito: Que um dia eu tomo jeito!

Eu danço: Com o Roger, rá!

Eu canto: Mal. Mas canto muito!

Eu choro: Sempre.

Eu falo: Muito. E sempre o que não deveria.

Eu luto: Do meu jeito.

Eu escrevo: Para lavar a minha alma

Eu ganho: Pouco dinheiro. Mas a vida me dá bastante coisa boa.

Eu perco: Tudo.

Eu nunca: Digo nunca.

Eu estou: De pijama de hipopótamo rosa (!), respondendo esse meme ouvindo Leoni

Sou: Teimosa e rabugenta. Mas gente boa.

Eu fico feliz: Com coisas pequenas. Mas belas.

Eu tenho esperança: As vezes até demais.

Eu preciso: Terminar a minha monografia.

Eu deveria: Parar de pensar e ir dormir!

Acho que é isso...

Da série: Diálogos

"é, roubei da cristal..."


Rafhael Angelotti - diz:
JC eh magico

- Rafhael Angelotti - diz:
rsrs

Michelle diz:
pq?

Michelle diz:
que ele aprontou dessa vez?

- Rafhael Angelotti - diz:
transforma agua em vinhu
- Rafhael Angelotti - diz:
multiplica pao

Michelle diz:
ahhhhhhhhhhh tahhhhhhhhhhh

- Rafhael Angelotti - diz:
anda sobre a agua

- Rafhael Angelotti - diz:
mata ele volta

- Rafhael Angelotti - diz:
certeza que charles xavier treinou ele

- Rafhael Angelotti - diz:
na escola de mutantes

Michelle diz:
ie CHICO XAVIER

Michelle diz:
nao é

- Rafhael Angelotti - diz:
chico xavier

- Rafhael Angelotti - diz:
amigo intimo
- Rafhael Angelotti - diz:
tbm ele foi no ultimo

- Rafhael Angelotti - diz:
xurras

Michelle diz:
kk

- Rafhael Angelotti - diz:
ELE Q TIROU AS FOTOS

- Rafhael Angelotti - diz:
eu jc luci e jeova!!

- Rafhael Angelotti - diz:
kkkkkkk

Michelle diz:
aff rafa

Michelle diz:
c vai pro inferno

Michelle diz:
uhauhaua

- Rafhael Angelotti - diz:
claro

- Rafhael Angelotti - diz:
luci me convidou

- Rafhael Angelotti - diz:
rsrs

- Rafhael Angelotti - diz:
ap q ele me vendeu eh mara

- Rafhael Angelotti - diz:
suite

- Rafhael Angelotti - diz:
vista pro mar de lava fervente

- Rafhael Angelotti - diz:
show de bola

Michelle diz:
aaaaaaaaaaafff

Michelle diz:
vou postar essa conversa no meu blog

Michelle diz:
cara isso é surreal

Michelle diz:
hauauhauhaua

- Rafhael Angelotti - diz:
kkkkkkkkk

- Rafhael Angelotti - diz:
posta


- Se toda essa criatividade fosse canalizada para minha monografia... -

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zzzzzz...