domingo, 23 de agosto de 2009

Sobre pensar.

As vezes acho que penso demais em coisas que deveria pensar de menos e penso de menos em coisas que deveria pensar demais.
Talvez eu pense mais nas coisas que deveria pensar de menos por não saber pensar em coisas que deveria pensar demais enquanto eu não penso nas coisas que deveria pensar de menos.
E enquanto eu penso nas coisas que deveria pensar de menos as coisas que eu deveria pensar demais escorrem por aí em vários pensamentos.
Você me entende?
Se entende, por favor, me explica isso que nem eu mesma entendo?

Sobre utopias.

"E se eu mudasse meu destino num passe de mágica? (...) Estranho, mas é sempre como se houvesse por trás do livre-arbítrio um roteiro fixo, pré-determinado, que não pode ser violado"
Caio Fernando Abreu


sábado, 22 de agosto de 2009

Sobre terem amarrado meu bonequinho no sol.

"cordas não, cordas nããão!"


Eu não sei o que fizeram com esse ano de 2009, mas ele está tão esquisito… Tudo de repente virou o caos… Michael Jackson morreu, o Collor ressurgiu, gripe agora é suína...
Olha, a afirmação feita no título do post não é zoeira não. Minha vida tá uma zona sem gerência, quer dizer, nem de zona dá pra se chamar porque pelo menos em zona o vuco-vuco danado acontece. Já aqui... Nada acontece. n-a-d-a. A minha vida profissional tá um lixo, meu namorado está longe, eu tô sem ele num frio da porra, de tpm, ouvindo Alanis Morisseti e outros megasucessos dos anos 90- cara - eu tô ouvindo Alanis?? affee, pra ser completo só falta a inscrição LOSER na testa.
O que mais vai acontecer? Olha não quero nem pensar. Todos tem um limite. Eu tenho um limite. Só não sei exatamente qual é o meu.
Saudade do tempo em que eu tinha o Roger todo dia, ia pra escola ouvindo Every Morning do Sugar Ray todas as manhãs, minha maior preocupação era a prova de química de quinta feira e depois passar o fim de semana conversando besteiras consideradas mega-problemas comendo brigadeiro com as minhas amigas na fazenda da Mona...
Olha, só peço uma coisa para quem o colocou no sol: Pelo menos desamarra? Eu não me importo com o calor não!

Sobre o que eu não sei explicar.

Eu fiquei exatos quinze minutos tentando procurar um título decente pra este post, mas olha eu não consegui achar não.
Nada muda, tudo igual.
Pessoas indo, pessoas vindo.
Pra mim nada vindo. Tudo indo. Escorrendo pelos dedos, pelos braços, por todo lugar.
Nada tem brilho. Tudo é muito igual.
Na verdade, acho que sou eu quem não consegue mais ter brilho por estar muito igual.
Ou até que tudo está conseguindo mudar. E só eu a não sair do lugar..




quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Sobre quando a gente sonha acordada.

"Sonhei que você sonhava comigo. Ou foi o contrário? Seja como for, pouco importa: não me desperte, por favor, não te desperto."
Eu te amo!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Sobre a sexta-feira. De novo!


Entre as coisas mais lindas que eu conheci
Só reconheci suas cores belas quando eu te vi
Entre as coisas bem-vindas que já recebi
Eu reconheci minhas cores nela e então eu me vi

Está em cima com o céu e o luar
Hora dos dias, semanas, meses, anos, décadas
E séculos, milênios que vão passar
Água-marinha põe estrelas no mar
Praias, baías, braços, cabos, mares, golfos
E penínsulas e oceanos que não vão secar

E as coisas lindas são mais lindas
Quando você está
Onde você está
Hoje você está
Nas coisas tão mais lindas
Porque você está
Onde você está
Hoje você está
Nas coisas tão mais lindas..


quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Sobre o que nem eu mesma sei.


Sabe quando você para (olha a reforma ortografica aí, gente!) e sei lá começa a pensar que você não tem mais o que pensar? Não tem mais o que dizer?
Ultimamente nada tem me importado. No sentido de que não fazer a minima diferença, sabe?
Não me importo se chego tarde, se acordo cedo, se não sou util durante o dia e uma perfeita inutil durante a noite. Não me importa mais o porquê do esporro, da porrada com o olhar, das palavras mal ditas, o salário que virou lenda. Eu apertei o botão do foda-se entende?
Acho que a mudança do meu nipônico para Sampa me abalou muito mais do que eu imaginei que me abalaria, me entristeceu mais do que achei que me entristeceria, me enfraqueceu muito mais do que eu achei que me enfraqueceria.
Também começo a entender a importância que a minha profissão tem na minha vida, eu disse profissão, não emprego.
Os meus choros matinais, diurnos e noturnos, minhas olheiras mais profundas e saltitantes do que de costume estão me fazendo entender que sou frágil demais e que não, eu não eu não suporto a dor, eu não suporto a saudade, eu não suporto a falta do que fazer, eu não suporto a falta de reconhecimento, eu não suporto trabalhar e não receber o dinheiro no fim do mês, eu não suporto a falta de comprometimento das pessoas para comigo, não suporto querer mudar e não sair do lugar.
Mas, amanhã é outro dia.
Ou não. Isso também começa a não mais fazer a menor diferença.