sábado, 22 de agosto de 2009

Sobre terem amarrado meu bonequinho no sol.

"cordas não, cordas nããão!"


Eu não sei o que fizeram com esse ano de 2009, mas ele está tão esquisito… Tudo de repente virou o caos… Michael Jackson morreu, o Collor ressurgiu, gripe agora é suína...
Olha, a afirmação feita no título do post não é zoeira não. Minha vida tá uma zona sem gerência, quer dizer, nem de zona dá pra se chamar porque pelo menos em zona o vuco-vuco danado acontece. Já aqui... Nada acontece. n-a-d-a. A minha vida profissional tá um lixo, meu namorado está longe, eu tô sem ele num frio da porra, de tpm, ouvindo Alanis Morisseti e outros megasucessos dos anos 90- cara - eu tô ouvindo Alanis?? affee, pra ser completo só falta a inscrição LOSER na testa.
O que mais vai acontecer? Olha não quero nem pensar. Todos tem um limite. Eu tenho um limite. Só não sei exatamente qual é o meu.
Saudade do tempo em que eu tinha o Roger todo dia, ia pra escola ouvindo Every Morning do Sugar Ray todas as manhãs, minha maior preocupação era a prova de química de quinta feira e depois passar o fim de semana conversando besteiras consideradas mega-problemas comendo brigadeiro com as minhas amigas na fazenda da Mona...
Olha, só peço uma coisa para quem o colocou no sol: Pelo menos desamarra? Eu não me importo com o calor não!

Sobre o que eu não sei explicar.

Eu fiquei exatos quinze minutos tentando procurar um título decente pra este post, mas olha eu não consegui achar não.
Nada muda, tudo igual.
Pessoas indo, pessoas vindo.
Pra mim nada vindo. Tudo indo. Escorrendo pelos dedos, pelos braços, por todo lugar.
Nada tem brilho. Tudo é muito igual.
Na verdade, acho que sou eu quem não consegue mais ter brilho por estar muito igual.
Ou até que tudo está conseguindo mudar. E só eu a não sair do lugar..




quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Sobre quando a gente sonha acordada.

"Sonhei que você sonhava comigo. Ou foi o contrário? Seja como for, pouco importa: não me desperte, por favor, não te desperto."
Eu te amo!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Sobre a sexta-feira. De novo!


Entre as coisas mais lindas que eu conheci
Só reconheci suas cores belas quando eu te vi
Entre as coisas bem-vindas que já recebi
Eu reconheci minhas cores nela e então eu me vi

Está em cima com o céu e o luar
Hora dos dias, semanas, meses, anos, décadas
E séculos, milênios que vão passar
Água-marinha põe estrelas no mar
Praias, baías, braços, cabos, mares, golfos
E penínsulas e oceanos que não vão secar

E as coisas lindas são mais lindas
Quando você está
Onde você está
Hoje você está
Nas coisas tão mais lindas
Porque você está
Onde você está
Hoje você está
Nas coisas tão mais lindas..


quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Sobre o que nem eu mesma sei.


Sabe quando você para (olha a reforma ortografica aí, gente!) e sei lá começa a pensar que você não tem mais o que pensar? Não tem mais o que dizer?
Ultimamente nada tem me importado. No sentido de que não fazer a minima diferença, sabe?
Não me importo se chego tarde, se acordo cedo, se não sou util durante o dia e uma perfeita inutil durante a noite. Não me importa mais o porquê do esporro, da porrada com o olhar, das palavras mal ditas, o salário que virou lenda. Eu apertei o botão do foda-se entende?
Acho que a mudança do meu nipônico para Sampa me abalou muito mais do que eu imaginei que me abalaria, me entristeceu mais do que achei que me entristeceria, me enfraqueceu muito mais do que eu achei que me enfraqueceria.
Também começo a entender a importância que a minha profissão tem na minha vida, eu disse profissão, não emprego.
Os meus choros matinais, diurnos e noturnos, minhas olheiras mais profundas e saltitantes do que de costume estão me fazendo entender que sou frágil demais e que não, eu não eu não suporto a dor, eu não suporto a saudade, eu não suporto a falta do que fazer, eu não suporto a falta de reconhecimento, eu não suporto trabalhar e não receber o dinheiro no fim do mês, eu não suporto a falta de comprometimento das pessoas para comigo, não suporto querer mudar e não sair do lugar.
Mas, amanhã é outro dia.
Ou não. Isso também começa a não mais fazer a menor diferença.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Sabe aquela do pintinho que tinha três patas?


Não tem mais graça achar que tudo vai dar certo.
Não tem mais graça achar que tudo vai mudar.
Nada tem mais graça.
A não ser uma coisa. Mas tá tão longe de mim...
A minha vida é uma piada, mesmo. Muito da sem graça.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Sobre ser pobre, estressada e estar na merda.


Hoje eu tô muito, mas muito irritada, estressada, de saco cheio.
Tô num estado vegetativo mental que estou com o raciocínio de uma ameba mal treinada...
A minha vida resumidamente esta uma bosta.
Meu namorado está longe e eu espero que ele nao me convide a procurar outras oportunidades amorosas por ai pq eu gosto muito desse japonês longinquo (eh assim queescreve? oi hj eu to uma ameba).
Tem tambem meu pseudo-emprego no calabouço. Além de ficar no calabouço sozinha e abnadonada, estou sem telefone, sem internet, ou seja, sem porcaria nenhuma para fazer. Ilhada, tipos os caras do no limite com a diferença que eu não tenho praia e que eles ganham alguma coisa por ficar por lá se matando naquele sol .
Não estou fazendo NADA no trampo. Nem adianta procurar o que fazer pq nao tem mesmo NADA.
E fazer nada me irrita. MUITO.
Outra coisa que me irrita e muito é ser pobre. Sim, sou pobre porque eu trabalho e não recebo. E trabalhar e não receber me irrita muito porque eu nao tenho nem dois reais no bolso da calça. E isso me envergonha. E me IRRITA. De novo.
Ou seja eu acordo todos os dias pra ir pro calabouço, inventar coisas pra fazer sem internet e claro nao receber por isso, porque, pra que dinheiro nesse mundo de meu Deus? Eu não tenho contas eu não tenho vontades, eu não tenho necessidades, eu sou quase uma santa.
Nesse mês de agosto eu seguramente não receberei um "merrel" novamente porque oi? pobreza pouca é bobagem.
E ai eu começo pensar na possibilidade de como viver sem dinheiro. Minhas calças estao todas rasgadas - porque além de pobre eu sou gorda -, tenho uma calça que ainda está intacta, só que eu precisava de outra, pq eh foda usar uma calça só durante uma semana inteira. Resolvi o problema roubando uma que estava apertada para a minha mãe.
Pilulas anticoncepcionais. Esse é um grande problema. Estou pensando em adotar métodos mais seguros e super eficazes - ironia mode on - tipo tabelinha ou entao trancar a bacurinha e não liberar a entrada. Ficar grávida me faria economizar no absorvente mas depois eu ia gastar o triplo com fralda, leite e filas nos postos de saude pq criança fica doente sempre, entao, pensando bem, nao compensa.
Absorvente. Acho que vou começar a usar panos, como nossas avós faziam antigamente. Panos claro recortados de forma anatomica antivazamento e retirados das calças que estão rasgadas.
Banho e comida pelo menos eu ainda tenho garantido pq moro com os meus pais e assim eu vislumbro ficar durante muitos seculos pq neh? quem vai querer uma namorada pobre atras do seu pé por muito tempo né?
Poderia procurar um emprego decente. Essa é uma solução plausivel, buuuut. Para procurar emprego decente tenho que entregar a monografia e para entregar a monografia eu tenho que pagar. Ou seja. Sem chance. E eu não vou entrar no bolsa-escola pra entregar uma monografia, neh? Trabalhar de graça eu já trabalho durante a semana.
E outra, se eu pedir as contas nao recebo meu desejado seguro desemprego e meu fgts que me salvariam dessa pobreza sem fim. Mas ó, nem me aposentar decentemente eu posso porque neh, se nem o salário eu recebo, vc acha que o governo recebe fgts e inss?
Meu cú que recebe.
Bom vou dormir na merda pensando em uma forma de ficar milionária da noite pro dia sem assaltar um banco ou virar traficante de armas e drogas e também pensando em como eu sinto falta do meu namorado que eu amo tanto... pelo menos uma coisa boa nessa vida estapafurdia que está a minha não?
Sarney me contrata???